Todo mundo que me conhece sabe da minha paixão pelos gatos. E recentemente sofri a perda do meu gatinho, o Fofo. Quem conhecia o Fofo, se encantava com ele, lindo, mansinho, mimoso... O meu xodó.
Aqui em casa tínhamos dois gatos, o Fofo e o outro gatinho. O Fofo passou por situações horríveis no ano passado, ele sofria com infecção urinária, ele tinha muita dificuldade de urinar e pelo que o veterinário explicou, ele estava com o canal da uretra entupido. Então o Fofo passou por diversos procedimentos, já na primeira vez que ele foi ao veterinário achei que não fosse resistir, pois ele saiu aqui de casa com a barriguinha bastante estufada, dura e sentia muitas dores. Levamos no veterinário e ele fez sonda e um monte de outros procedimentos, o Fofo voltou pra casa ainda com os efeitos da anestesia, dava pena de ver.
Em casa, durante alguns dias a gente dava os remédios dele, era uma função, todos os dias injeção, comprimido, isso e aquilo. Depois o Fofo acabou respondendo bem e já estava normal, mas só podia comer uma ração especial, por sinal bem cara, mas não havia outra opção, essa ração é especial para gatinhos que sofrem com infecção urinária.
Uns dois meses depois, o Fofo apresentou os mesmos sintomas, ficava na caixinha tentando fazer xixi e não conseguia, e tudo se repetiu outra vez. Os mesmos procedimentos, medicação, tudo outra vez. Depois disso, acreditávamos que não teria mais problema algum, porem o veterinário avisou que se acontecesse de novo, talvez ele não resistisse....
Pois o destino foi cruel com o meu gatinho que teve uma outra crise e dessa vez parecia ser bem pior do que as outras anteriores. Era domingo, o veterinário nem atendia neste dia pra piorar ainda mais a situação. Mesmo assim liguei e pedi que ele atendesse o meu gatinho e ele prontamente aceitou.
Sabendo das condições do Fofo eu quis ficar em casa, sabia que se ficasse lá na clínica provavelmente teria que ver o meu gatinho sendo carregado de lá, certamente sem vida, pois o estado dele era crítico. Então meu irmão, a namorada e minha mãe levaram o Fofo no veterinário, eu fiquei em casa, sofrendo por antecipação.
O médico fez o que pode, o possível e o impossível, mas o Fofo já não respondia e neste momento minha mãe, meu irmão e a namorada sairam da sala arrasados, não queriam assistir o fim do Fofo ali, naquela mesa.
O doutor ainda disse que pra salvá-lo somente fazendo uma cirurgia um tanto complicada para tentar uma readaptação do canal, algo bem delicado, para que assim o Fofo conseguisse fazer xixi. - Mas disse que seria bem arriscado, afinal o Fofo corria o riscos durante os procedimentos já que ele não tinha condições de ser submetido à uma cirurgia de alto risco devido o estado em que se encontrava. Mas minha família achou melhor deixar ele descansar em paz, já que havia sofrido tanto e estava muito debilitado, motivo este, que poderia ou não, dar certo.
Acredito que tenham se passado uns vinte dias desde que o Fofo 'se foi', tinha dificuldades de ver uma foto dele aqui no computador, dois demais, ele tava sempre aqui comigo na mesa do computador enquanto eu escrevia meus textos, era difícil aceitar sua 'morte'.
Pois hoje aconteceu a coisa mais incrível que poderia acontecer, a melhor surpresa que poderia ter para começar bem o ano de 2011, eu ainda estou sem palavras, fui pega de surpresa mesmo! Hoje à tarde o veterinário ligou para a minha mãe, pedindo que ela fosse até à clínica e ela em entender nada, foi. Chegando lá, o doutor abriu uma porta e chamou minha mãe e de repente ela ficou diante do Fofo numa jaulinha da clínica e o veterinário falou: "Reconhece esse rapaz? Ele tá aí, tá bem... tá muito meu amigo, se tu não quiser ficar com ele, pode deixar aí!" - Minha mãe encheu os olhos de lágrimas.
No dia em que aconteceu tudo, o veterinário disse à minha mãe que não aceitava 'perder um animal' assim e disse que tinha até uma viagem programada naquele dia e não foi, ele e seu filho, também veterinário, trabalharam juntos naquele dia até as 3 horas da madrugada em uma cirurgia de alto risco e salvaram a vida do Fofo. Os veterinários foram bem mais do que profissionais, eles foram HUMANOS.
A minha mãe saiu da clínica com o Fofo em uma caixinha e o veterinário disse que havia uma condição: Que levássemos o Fofo toda a semana lá pra ele ver o Fofo e acompanhar seu progresso. Todos na clínica ficaram amigos do Fofo e segundo os veterinários, o Fofo já andava por toda a clínica bem à vontade como se estivesse em casa!
Os dois médicos que salvaram a vida do Fofo, não mediram esforços para isso, cuidaram do Fofo durante dias sem que nós soubéssemos. O veterinário só entrou em contato quando percebeu que o Fofo já estava 100%, pronto para voltar pra casa outra vez, saudável e feliz.
E gente, eles não cobraram nada de nós, salvaram por solidariedade, compaixão e amor à profissão. Estes médicos se chamam
Dr. Luiz Alberto J. Martins (CRMV-RS 2765) e
Dr. Diego Martins (CRMV-RS 10.503) (pai e filho) e atendem na cidade de Santiago-RS na clínica Centrovet.
Gente, eu não acredito... Depois de ser dado como "morto" praticamente, ele reagiu! O meu gato que eu tanto amo está vivo e está aqui comigo. Com tudo isso - além de querer dividir esse momento tão feliz com quem me acompanha aqui no blog - eu gostaria de passar uma mensagem para vocês:
Nunca se deve perder as esperanças! Quando tudo parecer perdido, parecendo que nada vai mudar, a vida surpreende. Tenham fé e acreditem: tudo é possível!